Com o aumento da inflação nos últimos meses, o varejo precisa trabalhar a gestão de custos e a precificação de produtos para fazer o repasse corretamente sem prejudicar as vendas

O aumento da inflação presente na economia brasileira atualmente requer atenção redobrada na gestão de custos. Com uma previsão de fechar o ano de 2022 em 7,30%, segundo a edição mais recente do relatório Focus, os índices demandam do empresário um conhecimento aprofundado sobre as particularidades de seu negócio para superar as adversidades.

O sucesso da empresa depende massivamente de um bom controle financeiro e da estratégia de precificação de produtos. É a partir do repasse de custos que é possível sustentar a rentabilidade do negócio. Afinal, o lucro deve cobrir as despesas e alcançar uma margem saudável.

Sem uma gestão de custos eficiente, os preços podem ficar defasados e comprometer a sustentabilidade financeira do negócio. Dessa forma, o empresário precisa estar preparado para lidar com o aumento da inflação e se proteger dos efeitos dos aumentos constantes em seus produtos.

Neste artigo, vamos destrinchar o impacto da inflação gerado no mercado varejista e apresentar uma dica especial para saber o momento certo de fazer o repasse de custos. Continue a leitura e descubra!

O impacto da inflação na gestão de custos

O aumento da inflação desafia a gestão de custos, pois exerce influência direta na lucratividade da empresa. O impacto é sentido por todo o mercado, mas alguns comerciantes são mais impactados.

É o caso dos empreendimentos menores, pois são mais sensíveis ao custo de produção. Comerciantes que trabalham com bens e serviços não essenciais também ficam em situação de maior risco, já que a prioridade se torna os itens básicos de consumo. A inflação também tem alto impacto em produtos importados, por conta da desvalorização da moeda.

O aumento da inflação pode ocorrer por várias razões. Porém, a maioria se encaixa em duas categorias principais: inflação de oferta e a inflação de demanda. Entenda cada uma a seguir.

Inflação de oferta

A inflação de oferta decorre dos aumentos das taxas nos insumos de produção, causados por situações como escassez de matéria-prima ou, de forma indireta, aumento no combustível para transporte ou tarifas de eletricidade. É nesse contexto que se encaixam as taxas mais conhecidas, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Comerciantes precisam entender quais são as taxas que incidem em seus negócios para criar estratégias de gestão de custos contra o aumento da inflação

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A alta dos insumos afeta todo o ciclo da cadeia produtiva, elevando o custo de produção e reduzindo a capacidade de produção. A tendência é haver uma redução nos investimentos, com possível estagnação no crescimento diante de uma gestão de custos ineficiente.

No setor farmacêutico, por exemplo, muitos medicamentos estão em falta nos estoques por conta da inflação e elevação dos preços. Para as farmácias, a aquisição de certos produtos para revender ao consumidor tem se tornado insustentável, o que ocasiona a ausência nas prateleiras.

Para conter esse efeito, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) inclusive autorizou a suspensão do preço máximo para a aquisição de remédios em falta. Alguns dos principais produtos que preocupam o governo são analgésicos e antibióticos, como a Amoxicilina e a Dipirona.

Inflação de demanda

Na outra via, temos a inflação de demanda, que ocorre quando há muita procura e o produto disponível não é suficiente. É a famosa lei da oferta e procura: a falta do produto eleva as taxas dos produtos, valorizando-os para suprir a demanda. Por outro lado, a sobra de estoque tende a gerar descontos ou mesmo a desvalorizar os produtos.

Em outras palavras, a variação da oferta e demanda ocorre conforme a disponibilidade e procura por um  item. Aqui, é importante entender o conceito da elasticidade-preço da demanda. É um parâmetro que mede o quanto as alterações dos preços podem afetar as vendas.

Como a inflação de demanda é influenciada pela percepção do consumidor, ela pode ocorrer por uma crença aparente no aumento de preços ou por um súbito aumento de demanda. Nesse caso, o próprio consumidor acaba por gerar a alta, pelo que se chama inflação psicológica.

Repassar ou segurar o aumento na gestão de custos?

Quando o negócio não consegue manter sua precificação alinhada com o aumento da inflação, há um grande risco de quebrar. Por outro lado, o consumidor pode estranhar o aumento nos preços e reduzir a procura. É preciso haver um equilíbrio entre o aumento dos preços e a percepção de valor do consumidor.

Nesse contexto, muitos negócios costumam criar ofertas e descontos para atrair o consumidor. O repasse de custos, então, tende a ser reduzido para favorecer a quantidade nas vendas. Porém, como identificar quando é interessante repassar os gastos e quando segurar o aumento?

O poder de compra do consumidor é afetado pelo aumento da inflação. Isso requer atenção à precificação para otimizar a demanda e manter uma gestão de custos saudável.
Com o poder de compra do consumidor afetado pelo aumento da inflação, a precificação deve otimizar a demanda para uma gestão de custos saudável.

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No âmbito da inflação, o consumidor também sofre impacto, pois perde poder de compra. É um ciclo que provoca a queda nas vendas. Por isso, muitos lojistas tentam postergar ao máximo o reajuste de preços. Essa escolha recai na redução das margens de lucro, gerando resultados mais modestos.

Por isso, para tomar uma boa decisão, é necessário avaliar cautelosamente a situação financeira da empresa. A gestão de custos deve considerar o nível de breakeven, ou seja, até onde é possível manter preços mais baixos sem entrar no prejuízo.

Solução de precificação inteligente pode ajudar no repasse de custos

Idealmente, o preço de venda precisa manter uma boa margem sem perder competitividade. Para definir o momento ideal de reajustar os preços, os lojistas podem contar com a ajuda de soluções inteligentes de precificação, que automatizam as análises das margens e estabelecem o preço ótimo para venda.

O mercado tech já disponibiliza opções avançadas de software de precificação, com funcionalidades além das plataformas tradicionais. Esse é o caso da Proffer, que apresenta algoritmos de inteligência artificial capazes de cruzar grandes quantidades de dados sensíveis para otimizar as ofertas.

O modelo avalia o histórico da base da empresa e contrapõe com variáveis relevantes para as estratégias. Os algoritmos auxiliam na gestão de custos avaliando não só as taxas nas margens e a concorrência, mas fatores como a elasticidade-preço da demanda, região, sazonalidade, entre outros.

Dessa forma, a Proffer consegue encontrar o preço ideal para extrair o máximo de valor de cada produto em cada loja. O intuito é aumentar a rentabilidade nas vendas do cliente e fomentar a competitividade no nicho de atuação.

Ao contar com uma solução avançada para realizar a gestão de custos e a precificação inteligente, os lojistas têm em suas mãos uma possibilidades mais abrangentes nas tomadas de decisões sobre o negócio. Quer saber mais sobre a Proffer? Entre em contato com a nossa equipe e tire suas dúvidas!

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